terça-feira, 15 de março de 2016

Quando arruinamos o mundo, somos arruinados por ele

Porque nunca é tarde demais para partir numa aventura, ainda que tenha sido muito adiada, aqui está o testemunho da mais recente à qual caí vítima. As ruínas do Sanatório Grandella (ou Albergaria) no sopé do monte – junto à Estrada Nacional N.º 374 – que nunca foi concluído foram o plano de fundo para esta fantástica sessão. Já há muito que namorada tal lugar, mas feliz ou infelizmente, só agora fiz das mãos coração. Tanto pelo melhor, que não podia ter ficado mais satisfeito com os resultados obtidos.


Tenho de agradecer à fantástica J. (página aqui) por toda a pompa e circunstância que dedicou a estas belas horas em que me aturou por entre fortes rajadas de vento. Por mais bonitas que fossem as danças ao vento pelas mechas de cabeço, a temperatura era como um convidado que foi arrastado contra a sua vontade e fazia sentir-se a sua indignação.


Além da sessão digital, que se revelou uma fonte de muito encanto para mim, não podia fazer a sessão analógica. Para isso, contei com a fiel Yashica D. Desta vez, usei um rolo a cores Fuji Pro 160C e revelei na loja do costume. Este formato quadrado 6x6 é bonito de segurar nas mãos, na forma do negativo, assim como de apreciar na tela de qualquer monitor. Espero, contudo, que não se fiem nas minhas palavras e confiram tudo na série completa.