segunda-feira, 6 de abril de 2015

À margem do Tejo e pelas paredes do Cais

Vou começar por partilhar uma história que nos aconteceu a meio da sessão. Estávamos nós, entretidos com as poses e capturas, — sabe-se lá quem a fazer o quê, de facto — quando somos abordados por um caricato senhor. "Andam a tirar fotografias?" questionou-me e eu prontamente respondi "andamos sim, senhor." Este indivíduo foi, então, chamar um amigo que estava caído no chão, junto a uma porta abandonada — e, obviamente, embriagado — para que lhes capturasse uma fotografia a ambos. (Quiçá, para a posteridade?) O amigo do senhor foi incapaz de se levantar, mesmo com a ajuda deste. Então, quase a desistir da fotografia, "mas isto é para quê..? para a internet?" e eu continuei "sim. não só, mas também," quando, enchendo o peito de coragem, me pediu para que o fotografasse contra a ponte e o Cristo Rei. Assim o fiz, porque eu gosto é de capturar pessoas — roubar-lhes a alma com a lente! Podem espreitar a fotografia resultante aqui.
Devemos ter um ar exótico, que fomos inquiridos pelo dito senhor se éramos estrangeiros (ainda que estivéssemos a falar bom português com ele). Pelo menos, a Catarina sei que não passa despercebida. Para quem estava numa sessão pela primeira vez, — ou assim me foi dito — portou-se acima do esperado. Como vão poder comprovar por vocês mesmos, ela tem um sorriso bonito e um jeito natural para isto. Quem sabe, ainda lhe abre algumas portas de oportunidades. Andámos à margem do Rio Tejo, pelo Cais do Sodré e entre as paredes extravagantes que povoam aquela zona fluvial. Espero que gostem da sessão, que podem ver na íntegra aqui.