sábado, 31 de agosto de 2013

Margarida

Uma vez, durante um jantar qualquer, ficou combinado que a M. ia fazer de modelo para mim. O tempo passou e fomos sempre dizendo "temos de tirar umas fotografias, uma dia." Lembrei-me, então, e já que ando nisto de capturar imagens, de concretizar essas palavras. Não sabia bem onde começar, mas fomos tentando aqui e ali e, com umas boas dicas por parte da modelo (como eu gosto que façam), a história começou a construir-se.
Tinha uma ideia muito ténue sobre o que queria fazer: algo com máscaras. Pensei numa personagem que desejava esconder-se num cenário urbano, alguém que olha para todos os lados à procura de alguém e, em seguida, se esconde algures. Não havendo sítio onde se meter, há uma máscara para dissimular a sua presença. Uma máscara, uma porta, a folhagem da árvore ou o brilho do próprio sol - tudo serve. No entanto, com o desenrolar da história, o medo desaparece e a vergonha perde-se - surge uma presença natural, que ansiava por se soltar. Podem seguir o progresso desta personagem, através das fotografia gravadas aqui.